Programação é provavelmente a área em que a IA mais ajuda no dia a dia, e por isso mesmo a que mais ensina a desconfiar. O assistente escreve código que parece certo, compila, e ainda assim faz outra coisa: chama uma função que não existe na sua versão da biblioteca, esquece o caso de lista vazia, escolhe um arredondamento diferente. Os prompts desta página exigem o contrário do atalho: pedem causas prováveis antes da correção, casos de borda nos testes e uma lista das diferenças de comportamento nas conversões.
Para cada prompt há uma regra de conferência. Execute o código em um ambiente de teste, nunca primeiro em produção. Compare a saída com um resultado que você sabe de cabeça. Em consultas SQL, rode um SELECT antes de qualquer UPDATE ou DELETE. Em expressões regulares, teste com dados reais, porque o backtracking pode travar um serviço. E abra a documentação oficial da biblioteca quando o assistente citar uma opção que você nunca viu.
O cuidado mais importante é o que você cola. Chaves de API, senhas, tokens, strings de conexão, dados de usuários e código sob NDA não devem ir para um assistente. Antes de colar um erro ou um log, apague segredos e substitua dados pessoais por valores fictícios. Se a empresa tem política sobre ferramentas de IA, siga-a; se tem contrato com algum fornecedor, é nele que o código pode ir.
Quem está aprendendo a programar deve usar o assistente como tutor: peça a explicação, rode o exemplo, tente escrever você mesmo a próxima versão e só então compare. Copiar e colar não ensina, e o erro que você não entende hoje volta amanhã em outro lugar, geralmente num horário pior. Escreva primeiro a sua hipótese e só então compare com a do assistente: é esse confronto que ensina.
O que não colar no assistente
- Chaves de API, senhas, tokens e strings de conexão.
- Código sob NDA sem autorização da empresa.
- Dados reais de usuários em logs.