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Prompts de IA para programadores: 12 modelos prontos

Copie, troque o que está entre colchetes e cole no assistente. Cada um diz quando usar e o que conferir.

Para quem programa, a IA explica erros, esboça testes e sugere consultas, e todo código que ela entrega precisa rodar e ser testado por você antes de ir para qualquer ambiente.

Como programadores podem usar IA, e onde ter cuidado

Programação é provavelmente a área em que a IA mais ajuda no dia a dia, e por isso mesmo a que mais ensina a desconfiar. O assistente escreve código que parece certo, compila, e ainda assim faz outra coisa: chama uma função que não existe na sua versão da biblioteca, esquece o caso de lista vazia, escolhe um arredondamento diferente. Os prompts desta página exigem o contrário do atalho: pedem causas prováveis antes da correção, casos de borda nos testes e uma lista das diferenças de comportamento nas conversões.

Para cada prompt há uma regra de conferência. Execute o código em um ambiente de teste, nunca primeiro em produção. Compare a saída com um resultado que você sabe de cabeça. Em consultas SQL, rode um SELECT antes de qualquer UPDATE ou DELETE. Em expressões regulares, teste com dados reais, porque o backtracking pode travar um serviço. E abra a documentação oficial da biblioteca quando o assistente citar uma opção que você nunca viu.

O cuidado mais importante é o que você cola. Chaves de API, senhas, tokens, strings de conexão, dados de usuários e código sob NDA não devem ir para um assistente. Antes de colar um erro ou um log, apague segredos e substitua dados pessoais por valores fictícios. Se a empresa tem política sobre ferramentas de IA, siga-a; se tem contrato com algum fornecedor, é nele que o código pode ir.

Quem está aprendendo a programar deve usar o assistente como tutor: peça a explicação, rode o exemplo, tente escrever você mesmo a próxima versão e só então compare. Copiar e colar não ensina, e o erro que você não entende hoje volta amanhã em outro lugar, geralmente num horário pior. Escreva primeiro a sua hipótese e só então compare com a do assistente: é esse confronto que ensina.

O que não colar no assistente

  • Chaves de API, senhas, tokens e strings de conexão.
  • Código sob NDA sem autorização da empresa.
  • Dados reais de usuários em logs.

12 prompts para programadores

Os campos entre colchetes são seus: troque antes de copiar.

Explicar uma mensagem de erro

ProgramarProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
Estou usando [linguagem e versão] com [framework ou biblioteca e versão] e recebi este erro:
[cole a mensagem de erro completa, sem senhas, chaves nem URLs internas]

O trecho de código relacionado é:
[cole só o trecho necessário]

Explique em linguagem simples o que o erro significa, liste as três causas mais prováveis em ordem, e diga como confirmar cada uma antes de mudar o código. Só depois sugira a correção.

Quando usar: Erro que você já pesquisou e não achou resposta que sirva ao seu caso. Confira: Rode a correção em um ambiente de teste. O assistente pode sugerir função que não existe na sua versão da biblioteca: confira na documentação oficial.

Revisão de uma função

ProgramarProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
Revise a função abaixo em [linguagem]. Aponte, em ordem de gravidade: bugs, casos de borda não tratados (entrada vazia, nula, muito grande), problemas de desempenho e pontos de legibilidade. Para cada item, mostre a linha, o problema e a correção. Não reescreva a função inteira nem mude o nome das funções públicas.

[cole a função aqui]

Quando usar: Segunda opinião antes de abrir o pull request, principalmente em código que você escreveu cansado. Confira: Nem todo "problema" apontado é problema no seu contexto. Valide os bugs com um teste, não com a palavra do assistente.

Testes para uma função existente

ProgramarProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
Escreva testes em [framework de testes] para a função abaixo. Cubra o caso comum, três casos de borda, entradas inválidas e um caso que deveria falhar. Para cada teste, escreva o nome em frases que descrevam o comportamento esperado. Calcule o resultado esperado à mão, no comentário, em vez de copiar a saída da função, para o teste não confirmar um erro que já existe.

[cole a função aqui]

Quando usar: Código antigo sem teste que você precisa mexer com segurança. Confira: Rode os testes e depois estrague a função de propósito para ver se eles falham. Teste que nunca falha não protege nada.

Converter um trecho de uma linguagem para outra

ProgramarProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
Converta o código abaixo de [linguagem de origem] para [linguagem de destino], usando o jeito idiomático do destino e não uma tradução linha a linha. Use apenas a biblioteca padrão, a não ser que eu diga o contrário. Liste no fim as diferenças de comportamento que podem mudar o resultado (tipos, arredondamento, tratamento de erro, codificação de texto).

[cole o código aqui]

Quando usar: Migrar um script pequeno ou entender como algo é feito em outra linguagem. Confira: Compare a saída dos dois programas com as mesmas entradas, incluindo casos de borda. Diferenças sutis aparecem em datas, decimais e texto com acentos.

Descrição de pull request a partir do diff

ResumirProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
A partir do diff abaixo, escreva a descrição de um pull request com: o que mudou e por quê (suponha o motivo apenas se estiver nos comentários do código; senão deixe [motivo]), como testar e o que o revisor deve olhar com mais atenção. Máximo de 150 palavras, sem enrolação.

Diff:
[cole o diff aqui, sem segredos]

Quando usar: Equipe com pull requests sem descrição, em que o revisor perde tempo descobrindo a intenção. Confira: Você é o autor: a descrição precisa dizer o que você realmente fez e por quê. Reescreva o que estiver vago.

README de um projeto pequeno

EscreverProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
Escreva o README de um projeto chamado [nome], que [o que faz, em uma frase]. Seções: o que é, como instalar (comandos para [sistema operacional]), como usar (um exemplo mínimo que funcione), como rodar os testes e licença: [licença]. Tom direto, em português do Brasil. Use só os comandos que eu listar: [comandos que existem]. Não invente flags nem opções.

Quando usar: Projeto que funciona na sua máquina e que mais ninguém consegue rodar. Confira: Siga o README do zero em um ambiente limpo. Se um comando falhar, o README está errado, não você.

Consulta SQL a partir de uma descrição

ProgramarProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
Escreva uma consulta em [PostgreSQL, MySQL, SQLite ou SQL Server] com as tabelas:
[tabela e colunas, por exemplo pedidos(id, cliente_id, valor, criado_em)]

Objetivo: [o que a consulta deve retornar]. Explique cada parte da consulta, avise se ela pode ficar lenta em tabelas grandes e quais índices ajudariam. Se algo na descrição for ambíguo, pergunte antes de escrever.

Quando usar: Consulta com vários joins ou agrupamentos que você sabe descrever, mas não escrever de cabeça. Confira: Rode em uma base de teste, nunca primeiro em produção, e confira o resultado com uma contagem que você sabe. Cuidado com UPDATE e DELETE: exija WHERE e teste com SELECT antes.

Entender um conceito com um exemplo que roda

EstudarProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
Explique [conceito, ex.: closures, injeção de dependência, índice composto] para alguém que programa há [tempo] em [linguagem]. Comece com o problema que o conceito resolve, depois um exemplo mínimo que eu possa rodar, depois um caso em que usar isso seria um erro. Liste dois erros comuns de quem está aprendendo e uma forma de testar se entendi.

Quando usar: Estudar um tópico em que a documentação oficial é seca demais para a primeira leitura. Confira: Rode o exemplo. Depois leia a documentação oficial do conceito: ela é a referência quando a explicação da IA divergir.

Expressão regular com casos de teste

ProgramarProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
Escreva uma expressão regular para [linguagem] que encontre [o que deve casar]. Dê 5 exemplos que devem casar e 5 que não devem, incluindo casos difíceis (texto vazio, espaços extras, acentos). Explique a expressão por partes, e diga se existe um jeito mais legível sem regex para este caso.

Quando usar: Validação ou extração de texto em que o regex é a ferramenta certa mas você não quer decifrar a sintaxe. Confira: Teste os 10 exemplos e outros de dados reais. Regex copiado sem teste é fonte clássica de bug e, em alguns casos, de travamento por backtracking.

Quebrar uma tarefa grande em partes entregáveis

PlanejarProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
Quero implementar [funcionalidade] no sistema [descrição curta da arquitetura, ex.: API em Node com banco PostgreSQL]. Quebre em tarefas de até meio dia de trabalho, em ordem de execução, cada uma com: o que fica pronto, como verificar e o que pode ser feito em paralelo. Aponte riscos técnicos e perguntas que preciso fazer ao produto antes de começar.

Quando usar: Início de uma funcionalidade nova, para estimar e combinar com a equipe. Confira: A IA não conhece o seu código. Corrija a ordem e os nomes conforme a sua arquitetura de verdade.

Hipóteses a partir de um trecho de log

AnalisarProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
Abaixo está um trecho de log de [sistema ou serviço] do momento em que ocorreu [sintoma]. Se o trecho tiver dado pessoal, não o repita na resposta. Liste, em ordem de probabilidade, as hipóteses de causa, a linha do log que sustenta cada uma e o que eu devo checar para confirmar ou descartar. Diga o que o trecho não mostra e que eu precisaria ver.

Log (sem senhas, tokens nem dados de usuários):
[cole o trecho aqui]

Quando usar: Incidente em que você tem centenas de linhas e precisa de um ponto de partida. Confira: Hipótese não é diagnóstico. Valide com métricas e com o código antes de mexer em produção.

Mensagem de commit que explica o porquê

EscreverProgramador

Prompt (troque o que está entre colchetes)
A partir do diff abaixo, escreva três opções de mensagem de commit no padrão [Conventional Commits ou o padrão do projeto]: título de até 60 caracteres no imperativo e, se necessário, um corpo curto que explique por que a mudança foi feita, sem repetir o que o código já mostra. Use [motivo] onde o diff não deixar claro o motivo, em vez de supor.

Diff:
[cole o diff aqui, sem segredos nem dados de usuários]

Quando usar: Histórico do repositório cheio de "ajustes" e "correções" que não dizem nada. Confira: Você sabe o motivo real da mudança: reescreva o que for suposição. A mensagem entra no histórico do projeto.

Perguntas frequentes

O código que a IA escreve é seguro para colocar em produção?

Não sem revisão e teste. Trate como código de um colega júnior: leia, rode, teste os casos de borda e passe pela revisão da equipe como qualquer outro.

Posso colar código da empresa em um assistente?

Depende da política da empresa e do contrato do assistente com relação ao uso dos dados. Na dúvida, pergunte ao responsável e nunca cole segredos.

Quem está começando deve usar IA para programar?

Pode, como tutor: peça explicação, rode e altere o exemplo, e tente escrever o próximo passo antes de ver a resposta. Só colar o código pronto atrasa o aprendizado.